uma tonelada de surdez

1.11.09

a cada prova, um dia.

a cada semana, um ânimo.

a cada dia, um dia.

8.9.09

sobre ficar ilhado

o vento (te) joga
à areia

o mar sepulta

e o sal:
sabor

do bem (do mal)

5.9.09

good days and bad days

preciso voltar a querer a ouvir música..

3.7.09

it's gonna eat you alive
they go...

run run run run run run
and you cannot hide or ever, ever escape
and you cannot hide or ever put it away
something glorious is about to happen
the reckoning

22.6.09




vinte e dois anos de nenhuma promissão x treze meses de progressos continuos

15.6.09

amanha a gente volta a respirar.. amanha.. amanha..

10.6.09




'como já dizia a minha prima catarina: deus nos dê fígado, pois temos o planeta inteiro pela frente.'

3.5.09

mensch maschine

o que meus pés respiram é a firmeza do solo maciço onde pisam e não foi a casa onde eles nasceram q o fizeram tão carentes de agonia, não foram as altas e finas plantas que cresceram com eles, nem a lama cuja pisaram tão maciamente que como uma cama - ou um sonho - os sugaram pra dentro de mim.

de onde sai esse ar tão límpido que meus passos afogam? que nuvem é essa, meu deus, que me leva de mim?

6.4.09

nossas paredes vazias: insuportáveis.

2.4.09

como é cansativo..

28.3.09

ignorar o cinza escuro ruido nos vidros que escancara o âmago dessa clausura. o verde enraizado diante dos olhos eternamente vertical em suas memórias. a morte lenta não existe na morte, só na vida.

27.3.09

ele vai voltar

eu teria quer ir primeiro, ficar cara a cara com o monte inquieto do meu corpo, por dias e dias, teria q esconder cada murmurio de dor-fadiga-desconserto de mim mesma e mesmo assim acabar lá, em um cérebro que não só se contenta em dizer que me odeia, como me odeia de fato, e mentaliza, e diabolicamente me levanta de novo, como se dissesse: agora você pode ir, idiota. mas não termina de uma vez.

11.3.09

'o povo ajuda, não pede ajuda, são formigas que trabalham muito.'

16.2.09

morte lenta

gotas a zero grau se aproximam da púrpura desapropriação do ser
sólida imagem que se auto-flagelando vira memória
pontas de lança, foguetes
desbravaram o que antes era só da água que me aflige

2.2.09

observar gritos, calos
sinal de bicho nas folhas
energia que esgota a água


observar os gemidos, gênios, filhos
o sinal verde fechado
o sol que denuncia as cores


absorver o estômago
delator de todas as coisas
sincronizar a maldade
com a descarga bueiro a fora


gritar à ferida aberta
jogar fora a verdura podre
desenergizar o vento, veludo


tampar o sexo
matar o filho
queimar os olhos



vomitar o cérebro
devotada crueldade
o jardim de todas as coisas

20.1.09

eu também sou teoria, sem prática.

9.1.09

férias

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e a preguiça é um rio lameado.

27.12.08

à distância potencializada toda merda vira fossa.

14.12.08

teletransporte

dormir sonhando e acordar te abraçando.

8.12.08

as mãos das minhas linhas em ficção cigana, nunca mudam a dança do esmo.

25.11.08

a inércia muda
não muda

12.11.08

nobody is home

21.10.08

amnésia branda, flores de vidro, sangue
flerta o vazio na queda

depois despoeiriza as frestas
puro.

8.10.08

de que lado você vai sambar?

maringá, 02 de março de 2008
desfragmento todas as voltas que hei de dar e vou para um campo vazio dessa espessura gélida que me tem. flocos de o desapego caem do que sei dessa camada voluptuosa que o envolve: anti-eu. pouco a pouco a nuvem que os derrama se desfaz e a névoa da dissipação nos envolve: mudos.

domingos devem ser esquecidos, com nuvem ou sem nuvem.

8.9.08

sunday aways comes too late

horas alineares
infinitas horas

a cada domingo
que acaba

28.8.08

a trilha verde-sangue que o levara ao manancial, a expressão vil da dicotomia ser ou não ser do súber morto.. era insustentável a busca que o faria percorrer seus vales mudos, passivos de mudança e compreensão.

6.7.08

um pouco de dostoievski

- mas não estou mentindo, tudo isso é verdade. infelizmente, a verdade quase nunca é espirituosa. vejo que esperas de mim algo de grande, talvez de belo. é lamentável, porque só dou o que posso...

4.7.08

keep your dreams, don't sell your soul

a segurança do cético é saber que ele pode acreditar no que quiser, sem crer de fato, em nada. ele sabe que a ilusão da ilusão mantêm a vida acesa, mantêm a chama onde ela deve estar.

o ceticismo não corrompe o crédulo, não põe a perder ninguém que acredite no invisível, no inacreditável.

27.6.08

lava-
da alma

lava-
do coração

em um vulcão (in)ativo

20.6.08

kawa cauim, um pouco de paulo leminski

hai
eis que me nasce completo
e, ao morrer, morre germe,
o desejo, analfabeto,
de saber como reger-me,
ah, saber como me ajeito
para que eu seja quem fui,
eis o que me nasce perfeito
e, ao crescer, diminui.