a cada prova, um dia.
a cada semana, um ânimo.
a cada dia, um dia.
it's gonna eat you alive
o que meus pés respiram é a firmeza do solo maciço onde pisam e não foi a casa onde eles nasceram q o fizeram tão carentes de agonia, não foram as altas e finas plantas que cresceram com eles, nem a lama cuja pisaram tão maciamente que como uma cama - ou um sonho - os sugaram pra dentro de mim.
ignorar o cinza escuro ruido nos vidros que escancara o âmago dessa clausura. o verde enraizado diante dos olhos eternamente vertical em suas memórias. a morte lenta não existe na morte, só na vida.
eu teria quer ir primeiro, ficar cara a cara com o monte inquieto do meu corpo, por dias e dias, teria q esconder cada murmurio de dor-fadiga-desconserto de mim mesma e mesmo assim acabar lá, em um cérebro que não só se contenta em dizer que me odeia, como me odeia de fato, e mentaliza, e diabolicamente me levanta de novo, como se dissesse: agora você pode ir, idiota. mas não termina de uma vez.
gotas a zero grau se aproximam da púrpura desapropriação do ser
observar gritos, calos
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maringá, 02 de março de 2008
a trilha verde-sangue que o levara ao manancial, a expressão vil da dicotomia ser ou não ser do súber morto.. era insustentável a busca que o faria percorrer seus vales mudos, passivos de mudança e compreensão.
- mas não estou mentindo, tudo isso é verdade. infelizmente, a verdade quase nunca é espirituosa. vejo que esperas de mim algo de grande, talvez de belo. é lamentável, porque só dou o que posso...
a segurança do cético é saber que ele pode acreditar no que quiser, sem crer de fato, em nada. ele sabe que a ilusão da ilusão mantêm a vida acesa, mantêm a chama onde ela deve estar.